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Vocês sabem a diferença entre o tratamento por tu e por você?


Vocês pensam que sabem, mas vejam abaixo. Um pequeno exemplo, que ilustra bem a diferença:

O Director Geral de um Banco, estava preocupado com um jovem e brilhante director, que depois de ter trabalhado durante algum tempo com ele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia. Então o Director Geral do Banco chamou um detective e disse-lhe:
- Siga o Dr. Mendes durante uma semana, durante a hora do almoço.
O detective, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou e informou:
- O Dr. Mendes sai normalmente ao meio-dia, pega no seu carro, vai a sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.
Responde o Director Geral:
- Ah, bom, antes assim. Não há nada de mal nisso.
O detective pergunta-lhe:
- Desculpe. Posso tratá-lo por tu?
- 'Sim, claro' respondeu o Director surpreendido!
- Então vou repetir : o Dr. Mendes sai normalmente ao meio-dia, pega no teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.

A lingua portuguesa é mesmo fascinante!
  • 27 Abril 2009

Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta

Desta "pergunta" e suas respostas tiram-se várias ilações. As formas de tratamento variam consoante o país, a região, a camada social. No plural o tratamento por "vocês" não causa qualquer problema, mesmo em Portugal. A anedota chama a atenção para a ambiguidade do tratamento em terceira pessoa. É que, embora cada vez mais vejamos infrações às regras mais polidas, para superiores o tratamento que se impõe, em Portugal, é o de "você" implícito, quando todas as concordâncias se fazem com um "você" que nunca se diz. As frases ficam na terceira pessoa e quem sabe "dobrar a língua" não diz "você". Ao contrário do que muitos pensam, dizer o "você" é forma de tratamento de superior para inferior, quando este não desce a usar o "tu" igualitário. Talvez por influência brasileira, via telenovelas, o "você" explícito ganha terreno em Portugal. vejo várias vantagens nisso. Em primeiro lugar, ter um termo de tratamento em vez de uma concordância gramatical, como vimos ambígua.
  • resposta em: 27 Abril 2009

  • aprovada em: 29 Abril 2009

Outras Respostas (10)

  • Tens razão, eh uma língua fascinante.
    • 27 Abril 2009
  • Doutor
    O problema não seria o tu ou o você.
    Seria a galinha da mulher do diretor geral.
    Mesmo sendo professora da língua portuguesa ela não deixava de dar "uma" no horário de almoço.
    Se fosse só ela......................................
    • 27 Abril 2009
  • Sim, o que acontece é que não aprendemos certo.
    Eu só percebi quando aprendi o español, que usa rigorosamente essas
    regras,além de pronunciar as letras corretamente.
    Exemplo Nós pronunciamos (U) quando é (O) , (i) no lugar do (E).
    • 27 Abril 2009
  • Hi, amigo, Eu falo um pouco portugues, na Universidade falam "Tu" quando voce tem mais confianza com alguem. Mais, no Brasil, as pessoas que falam Tu sao do Sul do Brasil, nas fronteiras com paises que falam espanhol.

    Se voce quer conhecer mais, este é o meu E-mail::

    andrewsnchez@htomail.com

    Eu moro no Brasil agora
    • 27 Abril 2009
  • Na língua portuguesa, temos dois vocábulos para designar a segunda pessoa do singular e indicar a pessoa a quem se fala ou escreve. Ou seja: você ou tu [aliás, ainda há outro termo, hoje em dia quase só usado pelos mais idosos dos meios rurais: vossemecê].

    Quando era puto, fui ensinado pelos meus pais, e também pelos outros adultos, familiares ou amigos, a tratar os mais velhos por ?você?. E não se entendia por ?mais velhos? aquelas pessoas que tinham umas dezenas largas de anos mais do que eu. Diziam-me que, assim, mostraria respeito pelos mais velhos. Daí que sempre tratei os meus pais por ?você?. E, também por isso, apenas chamava por ?tu? os miúdos mais ou menos da minha idade.

    Mais tarde, já espigadote, lembro-me de questionar porque teria de ser assim. Achava [e ainda acho] que o respeito pelos outros não passa pelo tratamento por ?você?. Mas, apesar disto, reconheço que, ao longo dos anos, não mudei muito a minha forma de lidar com as pessoas, porque aqueles hábitos estão há muito enraízados nos meus procedimentos. Isto é, não me ponho a tratar por ?tu? qualquer pessoa no primeiro contacto, embora muitas vezes, se a relação perdura, tome a iniciativa de propor, nos contactos seguintes, a mudança do ?você? para o ?tu?.

    Sou adepto do ?tu? nos relacionamentos das pessoas. Sinto-me mais à vontade com alguém a quem não preciso de chamar de ?você?. Sinto-me mais próximo dessa pessoa. E isto não quer dizer, necessariamente, mais íntimo.

    E tu, qual é o tratamento que gostas mais? Você ou tu?
    • 27 Abril 2009
  • Bá! Eu sou gaúcha e normalmente uso "tu" para me comunicar...
    • 27 Abril 2009
  • Sim !
    TU é o pronome que, DIRETAMENTE, se dirige ao OUTRO.
    Não se trata de cargo, POSIÇÃO VERTICAL em relação AO EMITENTE. Portanto PRONOME PESSOAL ( a pessoa "de verdade, sem ter o que pôr nem tirar).
    TU é TU e, assim, dirijo-me "IMEDIATAMENTE" À SUA NATUREZA INTRÍNSICA (=ESSÊNCIA DO OUTRO). O "TU" É o "EU VERDADEIRO DO OUTRO". No mesmo nível.
    Quando o ser humano INVENTOU ou RECONHECEU o OUTRO ACIMA DELE. Por exemplo, para os antigos DEUS era o SENHOR (DONO) de tudo, portanto, não poderia ser chamado de "TU", colocando-se no mesmo nível Dele. Segundo o Evangelho, Jesus modifica isso, dizendo:"... Já não vos chamo mais de servos, mas de amigos !").
    VOCÊ (pronome de tratramento) derivou, ao passar do tempo das formas "voissuncê" (dos escravos negros), "vosmecê"( do Brasil colônia ), Vossa Mercê (versão mais polida), do latim VOSTRA MERCEDES ( =Vossa Graça, trazendo a idéia que os indivíduos de maior posição social ou de maior poder político ESTARIAM MAIS PRÓXIMOS À IDEIA DE DEUS DA ÉPOCA ( o "pobre estária longe de Deus"), portanto, dessa GRAÇA DIVINA).
    Portanto, quando me dirijo a Ti (formal e culto) e me expresso por VOCÊ ( mais coloquial, comum e, portanto, suave) estou me relacionando com alguém, que nO SENTIDO DA PLAVRA, considero uma GRAÇA DIVINA em minha vida.
    • 27 Abril 2009
  • Realmente é fascinante a nossa língua.
    Aqui no Brasil tem uma variação de tratamento dependendo da região que vc esteja. no sul os gaúchos são acostumados com o tratamento tu, no sudeste é você já no nordeste é cabra da peste rsrsrsr
    brincadeira e nada com os nordestinos são um povo maravilhoso.
    No entanto em Portugal que é a nossa nação mãe verificamos que existe uma variação na escrita diferente de como se escreve no Brasil.
    Até os anos 60 aqui no Brasil escreviam palavras como em Portugal, por exemplo: director,detective e outras , aqui se excluiu o c antes do "t" mas os que falam português sabe que a cada região se aplica os costumes locais e isso é perfeitamente aceitável na nossa lingua.

    abraço
    • 27 Abril 2009
  • Eu também acho o português um idioma fascinante. Sou do Rio Grande do Sul e prefiro usar o pronome tu, pois para mim "você está" parece inadeqüado, e "você estás" é pior ainda; além disso eu nunca troco "teu" por "seu", muda completamente o significado. Muito obrigado por mostrar a diferença, eu não gosto quando as pessoas trocam "teu" por "seu"!
    • 27 Abril 2009
  • Desta "pergunta" e suas respostas tiram-se várias ilações. As formas de tratamento variam consoante o país, a região, a camada social. No plural o tratamento por "vocês" não causa qualquer problema, mesmo em Portugal. A anedota chama a atenção para a ambiguidade do tratamento em terceira pessoa. É que, embora cada vez mais vejamos infrações às regras mais polidas, para superiores o tratamento que se impõe, em Portugal, é o de "você" implícito, quando todas as concordâncias se fazem com um "você" que nunca se diz. As frases ficam na terceira pessoa e quem sabe "dobrar a língua" não diz "você". Ao contrário do que muitos pensam, dizer o "você" é forma de tratamento de superior para inferior, quando este não desce a usar o "tu" igualitário. Talvez por influência brasileira, via telenovelas, o "você" explícito ganha terreno em Portugal. vejo várias vantagens nisso. Em primeiro lugar, ter um termo de tratamento em vez de uma concordância gramatical, como vimos ambígua.
    • 27 Abril 2009