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gente por favor é sobre a revoluçao inglesa preciso mto para um trabalho?


Quais as condiçoes que favoreceram a revoluçao Inglesa do sec 17 ter sido a 1º revoluçao burguesa da época moderna ?? -Galeraa pleasee preciso mto msm , brigadao ( :
  • 22 Abril 2009

Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta

CONDIÇÕES QUE PERMITIRAM A ECLOSÃO DA REV. INGLESA
O cenário que favoreceu a eclosão da Revolução Inglesa residem nas seguintes condições:
Grande parte dos recursos do Estado vinham da venda de monopólios, como aqueles sobre comércio exterior, sal, sabão, alúmen, arenque e cerveja a, que beneficiavam um pequeno grupo, a burguesia financeira. E prejudicavam a burguesia comercial, sem liberdade para suas atividades, e os artesãos, que pagavam caro por alúmen e produtos indispensáveis a seu trabalho. Ao mesmo tempo, a garantia de privilégios às corporações de ofício impedia o aumento da produção industrial, pois eles limitavam a entrada de novos produtores nas áreas urbanas. Outro problema econômico estava no campo. A alta de preços e a expansão do consumo de alimentos e matérias-primas, como a lã, valorizaram as terras. Isto despertou a cobiça dos produtores rurais. Eles tentavam aumentar suas posses através dos cercamentos, isto é, tentavam transformar em propriedade privada as terras coletivas, devolutas ou sobre as quais havia uma posse precária. Tais ações expulsavam posseiros e criavam grandes propriedades, nas quais se investia capital para aumentar a produção. O Estado, para preservar o equilíbrio social necessário a sua existência, barrava os cercamentos e punha contra si dois setores poderosos: a burguesia mercantil e a nobreza progressista rural, a gentry.

No plano político, havia o conflito entre rei e Parlamento. A este, instituído pela Carta Magna de 1215, cabia o poder de direito, isto é, legítimo. Mas os Tudor exerceram o poder de fato, convocando pouco o Parlamento. As classes aí representadas não se opuseram ao absolutismo porque correspondia a seus interesses. O rei promovia desenvolvimento. No século XVII, o Parlamento pretendia transformar seu poder de direito em poder de fato. O rei correu a legitimar seu poder, que era de fato. Só havia uma forma: considerar o poder real de origem divina, como na França.

A luta política desenvolveu-se então no campo religioso e os reis manipularam a religião para aumentar seu poder. No século XVI, os Tudor haviam dado ênfase ao conteúdo do anglicanismo, isto é, seu lado calvinista, favorecendo a burguesia. Agora, os Stuart ressaltavam a forma católica do anglicanismo, identificando-se com a aristocracia, contra a burguesia. Claro, através do catolicismo era mais fácil justificar a origem divina do poder real. O Parlamento, dominado pela burguesia mercantil e a gentry, radicalizou suas posições e identificou-se com o puritanismo (forma mais radical do calvinismo), que rejeitava o anglicanismo.

A Revolução Puritana foi o resultado da luta entre burguesia e realeza pelo controle político do país. Esses fatores foram fundamentais para que ocorresse a Rev.Inglesa.
  • resposta em: 22 Abril 2009

  • aprovada em: 28 Abril 2009

Outras Respostas (3)

  • Olá
    já procuraste no wikipédia??
    • 22 Abril 2009
  • CONDIÇÕES QUE PERMITIRAM A ECLOSÃO DA REV. INGLESA
    O cenário que favoreceu a eclosão da Revolução Inglesa residem nas seguintes condições:
    Grande parte dos recursos do Estado vinham da venda de monopólios, como aqueles sobre comércio exterior, sal, sabão, alúmen, arenque e cerveja a, que beneficiavam um pequeno grupo, a burguesia financeira. E prejudicavam a burguesia comercial, sem liberdade para suas atividades, e os artesãos, que pagavam caro por alúmen e produtos indispensáveis a seu trabalho. Ao mesmo tempo, a garantia de privilégios às corporações de ofício impedia o aumento da produção industrial, pois eles limitavam a entrada de novos produtores nas áreas urbanas. Outro problema econômico estava no campo. A alta de preços e a expansão do consumo de alimentos e matérias-primas, como a lã, valorizaram as terras. Isto despertou a cobiça dos produtores rurais. Eles tentavam aumentar suas posses através dos cercamentos, isto é, tentavam transformar em propriedade privada as terras coletivas, devolutas ou sobre as quais havia uma posse precária. Tais ações expulsavam posseiros e criavam grandes propriedades, nas quais se investia capital para aumentar a produção. O Estado, para preservar o equilíbrio social necessário a sua existência, barrava os cercamentos e punha contra si dois setores poderosos: a burguesia mercantil e a nobreza progressista rural, a gentry.

    No plano político, havia o conflito entre rei e Parlamento. A este, instituído pela Carta Magna de 1215, cabia o poder de direito, isto é, legítimo. Mas os Tudor exerceram o poder de fato, convocando pouco o Parlamento. As classes aí representadas não se opuseram ao absolutismo porque correspondia a seus interesses. O rei promovia desenvolvimento. No século XVII, o Parlamento pretendia transformar seu poder de direito em poder de fato. O rei correu a legitimar seu poder, que era de fato. Só havia uma forma: considerar o poder real de origem divina, como na França.

    A luta política desenvolveu-se então no campo religioso e os reis manipularam a religião para aumentar seu poder. No século XVI, os Tudor haviam dado ênfase ao conteúdo do anglicanismo, isto é, seu lado calvinista, favorecendo a burguesia. Agora, os Stuart ressaltavam a forma católica do anglicanismo, identificando-se com a aristocracia, contra a burguesia. Claro, através do catolicismo era mais fácil justificar a origem divina do poder real. O Parlamento, dominado pela burguesia mercantil e a gentry, radicalizou suas posições e identificou-se com o puritanismo (forma mais radical do calvinismo), que rejeitava o anglicanismo.

    A Revolução Puritana foi o resultado da luta entre burguesia e realeza pelo controle político do país. Esses fatores foram fundamentais para que ocorresse a Rev.Inglesa.
    • 22 Abril 2009
  • A Revolução Gloriosa foi um evento histórico que ocorreu no Reino Unido entre 1685 e 1689, na qual o rei Jaime II da dinastia Stuart (católico) foi removido do trono da Inglaterra, Escócia e País de Gales, e substituído pelo seu genro,o nobre holandês Guilherme, Príncipe de Orange e sua filha, Maria II.
    Considerando as revoluções de 1640 e de 1688 como parte de um processo, pode-se afirmar que a Inglaterra tinha dificuldades nas relações de ofício impediam o aumento da produção industrial, pois limitavam a entrada de novos produtores nas áreas urbanas.

    Durante o seu reinado de 3 anos, o rei Jaime II tornou-se vítima da batalha política entre catolicismo e protestantismo, bem como entre os direitos seculares da coroa e os poderes políticos do Parlamento.
    O principal problema de Jaime II, era este ser católico, o que o limitava perante ambos os partidos do parlamento (os tories - conservadores e os whigs - liberais). Qualquer tentativa de reforma tentada por Jaime era vista como suspeita.
    Jaime foi perdendo seu prestígio por algumas políticas consideradas indesejadas, como a criação de um exército permanente e a tolerância religiosa (desde Henrique VIII que os católicos foram discriminados). Enquanto que o seu irmão e predecessor, Carlos II de Inglaterra, tinha feito o mesmo, ele não tinha sido abertamente católico como Jaime.

    A questão degradou-se em 1688 quando teve um filho (James Francis Edward Stuart, conhecido como "the old pretender"). Até ali, o trono teria passado para a sua filha protestante, Maria. A perspectiva de uma dinastia católica tinha-se tornado agora real. Líderes do partido Tory, até aqui leais ao rei, uniram-se aos membros da oposição, Whig, e propuseram-se resolver a crise.
    Foi lançada uma conspiração para depor James e substituí-lo pela sua filha Maria e pelo seu marido Guilherme de Orange, ambos protestantes. Guilherme liderava a Holanda, então em guerra com a França: a Guerra da Grande Aliança. Vendo a hipótese de adicionar a Inglaterra à sua aliança, Guilherme e Maria desembarcaram em Brixham, Devon, em 5 de Novembro de 1688 com um grande exército holandês.

    O exército de James, comandado pelo futuro duque de Marlborough, desertou, tendo Jaime fugido para Kent, onde foi capturado. A memória da execução de Carlos I ainda estava viva, pelo que lhe foi permitida a viagem para França.

    Em 1689, reuniu-se a convenção do parlamento, que declarou que a fuga de James equivaleu à abdicação. O trono foi oferecido a Guilherme e Maria, como governadores conjuntos, um arranjo que eles aceitaram. Guilherme de Orange foi então coroado Rei, com o título de Guilherme III.

    Apesar de uma revolta em apoio de Jaime na Escócia, a primeira rebelião Jacobita, e na Irlanda, onde Jaime usou os sentimentos católicos locais para tentar recuperar o trono em 1689-1690, a revolução permaneceu calma, a revolta nas Highlands escocesas foi domada, apesar da vitória Jacobita na batalha de Killiecrankie, e Jaime foi expulso da Irlanda no seguimento da batalha de Boyne.

    A Revolução Gloriosa foi um dos eventos mais importantes na longa evolução dos poderes do parlamento e da Coroa inglesa. Com a passagem no parlamento da Bill of Rights (declaração de direitos), foi tornado impossível o retorno à monarquia por um católico, e acabou com as tentativas recentes para o absolutismo monárquico, nas ilhas britânicas, ao circunscrever os poderes do monarca.
    O evento marcou a supremacia do parlamento sobre a coroa. Os novos monarcas devem a sua posição ao parlamento. O sucesso da Revolução Gloriosa veio 4 anos depois do falhanço da Rebelião Monmouth em destronar o rei.
    • 24 Abril 2009